Mente e movimento
Na última newsletter, a propósito da estrutura que compõe uma aula e da importância de a seguir, referi o movimento como parte integrante e essencial para preparar os participantes para as aprendizagens que se seguem.
O movimento, que pode ser sob a forma de uma caminhada, de um embalar ao ritmo de sons ou de outra modalidade que ative fisicamente o corpo (neste caso o Qigong), ajuda o participante a tomar consciência no momento presente. Ou seja, através da:
- Ativação da circulação, da nutrição e do melhoramento das funções físicas e vitais;
- Consciência dos ritmos biológicos, onde se inclui o papel natural da coordenação respiratória com o movimento;
- Consciência do próprio corpo e construção de uma auto-imagem;
- Articulação entre o movimento e as emoções e os processos vivenciais que isso evoca;
- Integração de todos estes aspetos em simultâneo e do gozo e da beleza que pode proporcionar o seu exercício para a promoção de bem-estar, do desenvolvimento da criatividade e do desenvolvimento pessoal.
Desde que a humanidade se conhece, que o movimento faz parte das suas atividades mais remotas, com ou sem representações simbólicas, ajudam o ser humano a encontrar soluções para os problemas do dia-a-dia.
E porque estou familiarizada com o Qigong, escolhi-a para atividade mestra para o início das aulas e dos workshops. (Também de vez em quando uma caminhada ou um momento dançante podem fazer parte, segundo os objetivos de cada sessão).
O Qigong (氣功) é uma prática originária da China e define-se como “a arte de cultivar a energia”. Fundamenta-se na obra dos Princípios de Medicina Interna do Imperador Amarelo e na filosofia Taoista YIN e YANG. Esta considera que “tudo o que tem uma frente tem um dorso”, tudo o que existe e faz parte da vida tal como a conhecemos é expresso pelos seus opostos: quente/frio, expansivo/contrativo, ascendente/descendente, masculino/feminino, branco/preto, agitação/calma, etc. Nenhum existe sem o outro e ambos se complementam num equilíbrio dançante.
É nesta base que o Qigong trabalha, pois estuda e procura equilibrar os níveis energéticos do corpo humano através da coordenação da respiração e do movimento e com isto promover a saúde e o bem-estar.
Assim, esta prática faz parte de um estilo de vida que se rege segundo a natureza e nos reensina a acompanhá-la. Esta condição é muitas vezes contrariada e esquecida pelo frenesim da vida moderna que nos afasta daquilo que é essencial para ter uma vida com mais saúde e vitalidade.
Viver respeitando as características da localização geográfica (estações do ano, região) e da alimentação, é o essencial para equilibrar as necessidades internas do corpo relativamente aos fatores externos.
Entre as várias correntes de Qigong (marcial, terapêutico ou filosófico) é o terapêutico com que vamos trabalhar por se adequar mais às atividades que se seguem.
Caminhadas, dança ou Qigong, o movimento é essencial para preparar o corpo e a mente para o aqui-agora, para a aprendizagem.
E como está a tua relação com o movimento?
Para mais informação, clica em: entrepepitas@gmail.com
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