A Arte Comigo, a Arte Contigo e a Arte Connosco


Agradeço mais uma vez às participantes do último workshop que aceitaram o desafio de trabalhar a sinestesia. Não se mostrou uma tarefa fácil e incitou um pouco a sair da zona de conforto. Foram explorados sons, texturas e paladar. Aqui ficam três composições a título de exemplo.

A Arte Comigo, a Arte Contigo e a Arte Connosco

Como é trabalhar comigo própria, como é trabalhar com uma cara-metade ou como é trabalhar com várias caras-metades? Impressões na primeira pessoa.

Quem concorda comigo que existe diferença em trabalhar, também com um pincel na mão, em cada uma destas três condições?

O que posso eu reconhecer no meu trabalho individual?

  • Introspeção
  • Maior espontaneidade e liberdade para criar e decidir;
  • Autoconsciência e percepção do meu próprio potencial;
  • Construção da autoconfiança;
  • Organização pessoal da experiência.

Como posso comunicar com a cara-metade no desenrolar do nosso trabalho em comum?

  • Expressão em consideração e reconhecimento para com o outro e em cooperação. Isto pressupõe que cada pessoa esteja ciente do seu próprio ritmo, das suas próprias fronteiras , assim como do ritmo e das fronteiras do outro, entrando assim num constante diálogo (ou seja, um trabalho introspectivo na relação com o outro).
  • A comunicação e partilha de experiências em duo, entre mim e a minha companhia, implica um potencial desenvolvimento de mútua confiança.

O nós em uníssono, como funciona?

  • Com grandes semelhanças relativamente ao duo, com a diferença que multiplicado pelo número de compinchas.
  • Geralmente um grupo de trabalho tem regras, nem que sejam as regras sociais. Antes do objetivo, o respeito e empatia pelos companheiros e pelo seu espaço vital são fundamentais. Espera-se um equilíbrio, para que o objetivo seja cumprido. Todos devem estar cientes desse equilíbrio, procurando uma análise conjunta e partilha de problemas, experiências, insights e júbilos. Isto implica quem tem tendência para a iniciativa, para os degelos, para a liderança, para transmitir, para ceder o lugar ou a palavra.

Não querendo atalhar pelas vantagens e desvantagens do trabalho individual, em duo ou em grupo, posso dizer que há sempre vantagens, nem que seja pela vivência. Cada pessoa, segundo as suas oportunidades e experiências ao longo da vida é que está apta a falar se se reconhece e aprecia mais trabalhar de uma forma ou de outra.

Pelas aptidões que são requeridas para que um grupo funcionem minimamente bem, a experiência, a condição e o espaço que cada membro conquista, não pondo os demais em cheque, é que o poderá definir.

O que encontraste nos fatores acima enumerados que condizem com a tua experiência?

Vem daí e descobre por ti!

Porque vão acontecer dois workshops: um em Sintonia, já no próximo dia 20 de Junho, Sábado, onde vamos explorar uma conversa pincelada entre duas pessoas; e outro em O Ajuntamento do Pincel, uma pintura em grupo, em data a definir em Julho. Mais informações AQUI

Momentos únicos com pessoas únicas!

ruteguerreiro pinxit

Sou artista plástica na áreas de pintura e artesanato, e aliada à escrita criativa convido-vos a visitar a minha newsletter ruteguerreiro pinxit, as minhas páginas na rede e a conhecer o meu trabalho no ecrã e ao vivo. Oriento cursos e workshops dentro destas áreas para descobrir e desenvolver, em convívio, o potencial criativo de cada um. E porque adoro escrever sobre a Terra e todos os seres fantásticos que nela habitam, de vez em quando há de aparecer por aí um carocho com um livrinho na mão para ler uma história em voz alta.

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