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Tendo abordado a sinestesia na newsletter A Arte Abstrata, gostava de dedicar a de hoje inteiramente a este assunto pelo interesse e o fascínio que suscita. A sinestesia pode descrever-se pelo desenvolvimento de conexões neuronais entre as áreas sensório-motoras que resultam na associação e na tradução de umas sensações nas outras. Esta condição neurológica faz com que, como disse, sons possam ser traduzidos em traços e formas, emoções em texturas, paladares em cores, cheiros em movimentos, movimento em emoções e ritmo em perspectiva e por aí adiante. É mais do que interocepção (percepção do que se passa no interior do corpo) e do que a propriocepção (percepção envolvendo a coordenação motora no espaço e os cinco sentidos). Geralmente é involuntária, mas passível de ser trazida para a consciência. Sendo nos últimos anos matéria central em muitos estudos, procura-se uma explicação para as origens, como se manifesta e de que forma pode beneficiar o indivíduo no seu desenvolvimento e na vida do dia a dia. A investigação tem apontado vários fatores e possíveis formas de ser útil. Entre os fatores assinalam-se: A predisposição genética
O meio ambiente
Que utilidade o desenvolvimento da sinestesia pode trazer ao indivíduo? Por um lado, como vimos, pode ser utilizada como uma estratégia de leccionação e facilitar a aprendizagem. Pessoas com esta capacidade mais desenvolvida (por área de experiências e conhecimento, já que é uma capacidade muito individual) tendem a resolver problemas com uma facilidade distinta. Por exemplo, na engenharia, na arquitetura e no design, onde a adaptação de ideias a espaços e a objetos na realidade física é de extrema importância. Na literatura e especialmente na poesia, em que as figuras de estilo são rainhas. Na filosofia e outras disciplinas do pensamento e da espiritualidade. Pode facilitar também a vida a quem tem uma qualquer limitação sensorial e não está possibilitado a usá-la na íntegra. Para algumas pessoas sinestésicas, certas situações na vida podem tornar-se um contratempo como, por um lado, a sobrecarga de estímulos ou, por outro, a percepção de que se é um pouco diferente dos demais e isso levar a um retraimento social. E para finalizar este artigo, nada melhor que uma expressão para retratar a sinestesia (embora estejamos ainda um pouco distantes da época): Cheira a Natal! E para aproveitar a onda dos sentidos, dia 23 de Maio, das 15h às 17h, vem conhecer-te a ti mesmo e descobrir a Sinestesia que mora em ti. Podes te inscrever em AQUI. Fica bem e até à próxima newsletter! Momentos únicos com pessoas únicas! |
Sou artista plástica na áreas de pintura e artesanato, e aliada à escrita criativa convido-vos a visitar a minha newsletter ruteguerreiro pinxit, as minhas páginas na rede e a conhecer o meu trabalho no ecrã e ao vivo. Oriento cursos e workshops dentro destas áreas para descobrir e desenvolver, em convívio, o potencial criativo de cada um. E porque adoro escrever sobre a Terra e todos os seres fantásticos que nela habitam, de vez em quando há de aparecer por aí um carocho com um livrinho na mão para ler uma história em voz alta.
Meio Miranda no Teatro Lethes. Só "meio" porque o baterista está escondido atrás das flores de cena. Isto não é surrealista, nem nada que se pareça, mas é o que tenho à mão para pôr aqui. Depois substituo quando tiver qualquer coisa candidata e aspirante a tal. A orientação do tema deslizou para o Surrealismo. Um bico de obra para explicar o que é o surrealismo. Não me vou alongar na sua história, porque para mim quase que parece uma telenovela (literalmente surreal) de comadres zangadas umas...
No passado workshop foi eleito o Cadavre Exquis a versar o desenho para um tratado de feitura em confraternização. Agora escolho um outro versado em letras e que se apresenta como relato, orgulhoso do seu futuro, comum com expectativas dignas de nota de vinte escudos. Levou a cabo de uma vassoura, anos a fio, para se atar a um tronco cuja cabeça não existia, apenas ramos e folhas de papel reciclado, mais desbarato e ecológico, dividido em três, tantos quanto uma dosagem tridimensional. Três...
Cadavre Exquis de João Moniz Pereira, Marcelino Vespeira, António Pedro, Fernando de Azevedo, António Domingues, 1948. No Centro de Arte Moderna Gulbenkian. Olá, Hoje vou falar um pouco mais sobre a pintura em grupo. Como escrevi na última newsletter sobre o trabalho em grupo – e neste contexto particular, sobre a pintura em grupo – para que o trabalho se conduza a bom porto, pressupõe-se que haja colaboração entre os participantes: “Todos devem estar cientes desse equilíbrio [...]”, mas para...